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Raios Triplos! critica: The Strokes

Amiga dona de casa, nós, do Raios Triplos!, voltamos dispostos a investir em novas possibilidades e uma delas passa pela crítica. Nosso projeto, avisamos, é fortalecer a marca Raios Triplos! para depois apresentar um projeto na Lei Rouanet e assim captar, junto à iniciativa privada, o suficiente para cada um de nós, editores de Raios Triplos!, realizarmos o sonho da casa própria.

Então, como eu dizia, achamos que a crítica é o caminho. Sabemos que o país está cheio de críticos, mas não tem problema. No fim deste ano está previsto o primeiro prêmio Raios Triplos! de melhores do ano. Todo mundo faz isso. Ouvi dizer que existe algo semelhante lá em São Paulo. Confesso que fico intrigado toda vez que ouço falar da Associação Paulista de Críticos de Arte. Nunca me passou pela cabeça que críticos de arte se associassem para qualquer atividade. E esse prêmio? Eu achava, juro, que já existia essa premiação há muitos anos. Lembro com saudoso afeto todas as edições do Troféu Imprensa a que assisti apresentadas pelo Silvio Santos. Não eram eles os críticos paulistas de arte? Leão Lobo, Décio Pitinini, Nelson Rubens? Não? Quem são, então? Mistério.

Desculpem, às vezes me perco nos meus pensamentos. Mamãe diz que fui diagnosticado com DDA. Acontece. Sei que vim aqui para mostrar que nós, de Raios Triplos! também podemos ser críticos de arte. Afirmo e reitero. Para tanto, criticaremos o novo álbum do conjunto musical norte-americano os The Strokes.

Os The Strokes chamaram atenção do mundo no começo deste século. Dizia-se deles que eram a salvação o rock. De minha parte, digo logo que implico com quem quer que queira salvar alguma coisa, especialmente bandas que querem salvar o mundo. Que dirá o rock! Mas como crítico de arte, dei a eles o benefício da dúvida e gostei do que ouvi. Gostei também dos dois discos seguintes.

Agora eles estão de volta. O LP se chama Angles. Li em recentes entrevistas que desta vez eles mudaram o modus operandi. Antigamente, o cantor Julian Casablancas chegava com as músicas já na mão e o resto da rapaziada completava os arranjos. Agora eles preferiram dar mais espaço aos outros membros e Casablancas só entrou mais pro final, colocando letra e melodia. Isto posto, aqui está a crítica propriamente dita: no quinto disco, é melhor parar de viadagem. Se nos três primeiros o cara já chegava com tudo na mão e os outros só floreavam, há de existir uma razão. E ela é: ele é melhor que os outros. Se vocês querem dar vazão às suas veias artísticas, façam isso em outro canto. Porque este disco é bem chato.

É isto, minha gente. Podemos dizer que, salvo 2011 seja um desastre completo – e com a escalação do Rock in Rio as chances são grandes -, os The Strokes estão fora do páreo pelo prêmio Raios Triplos! de melhor banda de 2011.

Cotação: dois disquinhos da Pitty para vender no sebo.

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