Rockenrolla merece o Oscar de melhor título de filme, especialmente em português, o que permite ao bonequinho uma série de trocadilhos.

Peliculamente falando, Rocknrolla, do último cornudo da Madonna, Guy Ritchie, é como o nome diz, é roquenrol. Os filmes do Guy Ritchie, e isso Rocknrolla prova, são como os discos do AC/DC (como Black ice também prova). Você sabe exatamente como vai ser o início, o que vem no meio e que tipo de final vai ter. É sempre a mesma coisa. E funciona.
Em Rocknrolla, Guy Ritchie fez o mesmo que em Jogos, trapaças e dois canos fumegantes e em Snatch. Uns bandidos pé-rapados derrepentemente se vêem em maus lençóis por dever uma grana preta ao fodão do crime de Londres. Tem também na história um mafioso russo e uma contadora metida a gatinha. E, no meio de tudo, um pouco de viadagem. Ah, claro, tem também negócio de droga. Filme passado no submundo de Londres sem droga é que nem filme brasileiro sem cena sépia de agreste: ninguém leva fé.
Então os pé-rapados têm que levantar um qualquer pra pagar o picão e desse ponto em diante, já viu, né? É um tal de um dar volta no outro que faria corar o Roberto Jefferson. A edição é ágil, a trilha é boa, o sotaque inglês é bacana e só faltam mais gatinhas no elenco. Cotação: *** e meiota.
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