Papo entre dois amigos (na verdade, mais para monólogo) entreouvido num banco de ônibus em Copacabana. O relato vai no estilo Calaza:
- Tava aquele impasse: Matriz, Club Six, Pista 3… A galera chegou num consenso de ir para a Mariuzzin do Centro. Eu preferia ficar em casa, lá no computador, mas resolvi ir. Era a galera, né?
(…)
- Eu fui logo tomando um Red Bull, porque aí tu bebe e fica torto, mas não fica assim mal, né? E fui zoar. Pô, foi só eu entrar que tocou aquele funk do gordinho e a galera foi logo tirar com a minha cara. Normal. Sabe como é que é, né? Zoação é minha prioridade, depois a pegação.
- É, pra mim também, mulher é conseqüência.
- Pô, aí tinha uma menina sentada. Nem tava bêbada nem nada. Cheguei nela e ela disse que não queria ficar com ninguém naquela noite. Não queria ficar porque ainda não tinha conversado comigo ainda, rá, rá! Pois é, eu mandei essa. Mas não adiantou, ela não quis nem falar comigo. Aí eu relaxei, porque eu detesto essas porras, sabe? Mulher que fica nessa. Vou ficar gastando papo com piranha?
(…)
- Aí tinha uma outra menina. Gostosinha. Os malucos chegavam nela e ela ia logo desprezando. Resolvi esperar, para ver se ela acalmava os nervos. Esperei pra caramba, e quando voltei ela tava beijando um maluco! Porra, demorei demais!
(…)
- Se eu ganhasse um real por cada mulher em que eu já cheguei junto eu tava milionário!
(…)
- Pô, tu viu essa aí que acabou de saltar? Essa do bundão? Ficou olhando pra mim desde que entrou no ônibus!
(…)
- Ainda não sei o que eu vou fazer nesse fim de semana.
- Nem eu. A menina que eu to pegando vai viajar. Pra Brasília. E ela é irmã de um amigão meu…
- É, que merda, né? Não dá nem pra escrotizar!
E assim caminha a humanidade.
Post a Comment