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Esse Eduardo…

Filho feio não tem pai nem mãe. Panfleto apócrifo vai pelo mesmo caminho. O problema é quando o que deveria ser apócrifo vem com assinatura. Encontraram seis mil panfletos (apócrifos) contra Gabeira numa kombi, ontem à tarde, lá em Coelho Neto. Encontraram, na mesma Kombi, material de campanha
da Clarissa Garotinho e folhetos de quem? De quem? Do Eduardo! O coordenador estadual de fiscalização da propaganda do TRE, juiz Luiz Márcio Pereira, não disse que o candidato do PMDB é responsável pelo
crime eleitoral - mas também não disse que não era.
E como é que são as coisas, né mesmo, gente fina? O povo do samba ‘de raiz’ não quer nem saber: tá fechado com o Eduardo e não abre! Noca da Portela disse que seria covardia apoiar Gabeira, porque o candidato do PV já conta com apoio do Nelson Motta, do Caetano, do Wagner Moura, da Paula Toller, da Alcione, do Lulu Santos e de mais uma penca de artistas. Em retribuição, o Eduardo, coitado, só tem o Crivella, o Paulo Ramos, a Jandira, o Roberto Jefferson, essa gente que promete mas nunca dá show (às vezes, dá vexame).
Bão, o  causo é que o Eduardo prometeu transformar o Terreirão do Samba, lugar onde circulam todos os gêneros do ritmo, em santuário intocável e permanente do samba ‘de raiz’. Se eu fosse o Gabeira, buscava adesão do Sorriso Maroto. Eles não fazem samba ‘de raiz’, mas o subúrbio inteiro curte o grupo e vai vê-los no Terreirão a cinco reais, assim como vai ver o Diogo Nogueira, o Monarco, o Arlindo Cruz, o Dudu Nobre, o Jorge Aragão… Aí bateu a dúvida: será que essa idéia do Eduardo não é um tanto preconceituosa contra o gosto popular do suburbano? Se for assim, a galera do funk que se cuide.

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