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Ninguém segura este país

É isso aí, já disseram Ana Carolina e Seu Jorge. O Brasil dá provas claras de que não é apenas mais um rostinho bonito na comunidade internacional. Aos poucos, mostra que tem muito a oferecer para o mundo. Quem se importa com distribuição de renda, violência, educação e quejandos quando se tem cerveja, né, minha gente?

Assim, é com orgulho que Raios Triplos! divulga em terceira mão o que muitos jamais sonharam ser possível: a Budweiser, assim como a taça do mundo, é nossa. Nossa, nesse caso, é da Inbev, mezzo brasuca mezzo belguca. Pois ocorre que compraram a Bud, malandragem. Por 52 bilhão de doletas. Muito mais caro que uma Itaipava, mas é assim que funcionam os grandes negócios no mundo globalizado.

De nossa parte, fazemos o rezistro de uma nota muito triste. De que adianta comprar cerveja bacana, com rótulo bonito e famosa nos States se não se pode bebê-la enquanto se assiste a uma simpática partida de futebol? Desde que deu na cachola da CBF virar mãe de todos nós, beber e ver jogo, só pela TV. Sequer sabemos se a confederação brasileira de futebol tem poder de vetar isso ou se passa por cima dos poderes estabelecidos pela carta magna do país, aquela tal de Constituição. Mas que proibiram, proibiram.

O torcedor pode beber desde as 7h da matina e depois emendar no Maraca, por exemplo. Mas o máximo que encontrará para rebater é uma cerveja sem álcool a quatro contos. No lugar da Budweiser, Liber. De que adianta pagar quatro merréis numa parada que dá barriga e é cara se ela não dá onda? Eu hein! Melhor vender chá de boldo, porra.

Lembro (mais ou menos) com carinho das vezes em que fiquei manguaça num estádio. Em algumas delas meu time ganhou, noutras ele perdeu. E em nenhuma eu saí por aí criando caso, arrumando briga, mexendo com a mulher dos outros. Se em algum momento cuspi no chão, peço desculpas agora. Devia estar resfriado e em certos momentos convém expectorar.

Mas agora sou obrigado a assistir àquilo tudo de cara limpa. Tem horas em que é tortura. Pensem como um vascaíno no Mário Filho ontem. O time lá tomando de três e o cara com um copo de Coca-Cola? Ou num tricolor sábado. O time vira o jogo e começa a reagir no campeonato e o cara com um copo de Coca-Cola? É esse mesmo o mundo que nós queremos deixar para os nossos filhos? É assim que nós queremos educá-los? Que lástima.

Outra coisa. Se o Ronaldo se recuperar e assinar mesmo com o Flamengo pra jogar pelo rubro-negro ano que vem, como fica?

Montagem / Montagem

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