Alvinegro amigo, você que não tira da memória o pênalti que o Zé Carlos perdeu na Copa do Brasil, aí vai a boa: está nas telas, desde esta sexta-feira, o documentário-arte 1958 - o ano em que o mundo descobriu o Brasil, que trata do primeiro caneco que o escrete canarinho pôs debaixo do braço, meio século atrás, em Estocolmo. Já valeria a entrada só por aquelas imagens que todo mundo conhece: o baile do Mané pra cima dos russos, o golaço do Pelé contra a França, o Didi caminhando com a bola debaixo dos braços na final contra a Suécia… Mas a grande sacada do diretor José Carlos Asbeg foi ter ido atrás dos gringos que tomaram sacode há 50 anos. Os coroas estão até hoje procurando a bola. Tem uma hora que o Fontaine diz que a grande arte do futebol não é vencer, mas saber perder. Hahahahahaha! Com todo respeito ao francês, que até hoje é o maior artilheiro de uma Copa (14 gols, malandro!), se fode aí, Fontaine. O filme mostra todos os gols da Seleça na Copa e, de brinde, poupa o espectador de aturar o Édson falando bobagem. Pois é, não tem aspas do Pelé no filme - só os gols, e tá muito bom. Tem a gato-mestrice da terceira idade do Juca Kfouri, Luis Mendes e correligionários, e fora também umas encenações mequetrefes, o documentário é bola na rede. É ver e partir pro abraço.
Que bonito é…
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