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Beatles Forever!

Do Reverb: 

Esqueça a Julia Baird e sua versão da vida familiar de John Lennon. A boa mesmo é essa aqui:

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John Lennon direto do além! Não sei em que buraco seboso o irmão da Carol encontrou isso, mas o livro é, com trocadilho, um achado.

‘Paz, Afinal’ afirma ser um compêndio do pensamento morto do beatle, que três dias depois de assassinado entrou em contato com o “clariaudiente” Jason Leen. “Desde que nasci sou clariaudiente - uma palavra que denota a capacidade de ouvir sons originados à distância, ou além da escala normal humana”, explica o Gasparetto auditivo.

Lennon contou coisas a Leen. Ouça essa: “Sabe quando, às vezes, você sente que algo está errado mas resolve ignorar? É assim que eu me senti naquela noite quando saí da limusine e caminhei na direção do Dakota”. E também: “Enquanto flutuava perto do teto, pude ver um homem deitado no chão numa poça de sangue. Era eu.” E que tal: “Quando percebi o desprendimento de meu corpo físico, eu sabia que estava morto.”

‘Paz, Afinal’ fala também do encontro com sua mãe, Julia, no Além, além (opa!) de trazer novas letras do falecido músico. Dava para fazer um compacto simples com ‘Ethereal Kiss’ (Beijo Cósmico) e ‘Fountain of Light (Fonte de Luz). Ou não, como diria o Ringo.

Sem contar a surpresa final: uma entrevista exclusiva de Lennon, direto do Éter, ao clariaudiente Leen. Nela, o beatle morto informa que pode ver o nosso futuro (no plano físico, vejam bem) e avisa: “Ainda sou um músico”. E aqui vai um trechinho para matar (epa!) os beatlemaníacos de saudade: JASON: Como você se sente, agora, em relação a Yoko? JOHN: Ainda fico muito emocionado quando penso nela, portanto não direi muita coisa desta vez. Só quero dizer o seguinte: eu te amo, Yoko.

Tem gente que não aprende nem depois de morta.

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