Show / Crítica – Kelvin e a Banda Surda
Cinematèque Jam Club, 24/04/2008
O rock é uma balela. Estava certo disso e já pensava em largar tudo para ouvir Guinga (os discos, não o papo pelo calçadão da orla) quando adentrou o palco da (do?) Cinematéque essa tal de Kelvin e a Banda Surda. Veja bem: sou do tempo do bom e velho rock n’roll, de Elvis, dos The Beatles e Rolling Stones. Curti muito os incendiários solos de guitarra de Jimmy Hendrix e vibrei às pampas quando o The Police tocou outro dia, no Maracanãzinho. Era certo que aqueles meninos malvestidos – tinha até uns dois barbudos, meio Los Hermanos, irch! – não iriam deter meu caminho de volta para casa (e para o Guinga). Mas, pela primeira vez na vida, eu estava errado.
Luiz Otávio e Cavalera: incendiários! Eu vi o futuro do rock, e ele se chama Kelvin. Numa palavra só: visceralidade. Não há firulas – e é certo que eles ensaiaram muito para dar a impressão de que não ensaiaram nada. Havia apenas energia pura, como nos tempos em que os The Beatles tocavam em Hamburgo. Sem me dar conta, comecei a dançar com a minha gata – mas prestando muita atenção nas letras, berradas pelo vocalista Helvécio como se não houvesse amanhã. Por vezes, me distraía com as guitarras, que estavam pegando fogo nas mãos de Ricardo Cavalera e Luiz Otávio, um simpático moço que em seguida tocou com a sua outra banda, os Autoramas.
Daniel K e Helvécio: antológico!
Mais tarde me disseram que muitas daquelas letras da Kelvin de que eu tanto gostei foram escritas pelo meu camarada Daniel K, que aliás fez uma pausa em suas inúmeras atividades em favor da música brasileira de raiz (salve!) para subir ao palco com a banda. Um momento antológico, que ficará para sempre gravado em minhas retinas. Ali estava Daniel K, o homem a quem Chico Buarque vem pedir conselhos quando quer escrever canções sobre relacionamentos, rendendo-se ao mais frenético rock n’roll! Que Guinga que nada! Hoje eu vou é espanar o pó do salão com os meus discos do The Beatles!
5 Comments
Gente, não entendi nada. Eusebio e Daniel cantando no cinemateque com uma banda chamada Kelvin? Quem é Helvecio, é seu nome artístico, Eusebio? E cadê o Kelvin? Pelo amor de Deus, Daniel é super desafinado, vai me dizer que ele cantou? Surreal isso! :))) Bjo
Querida, Gisele, o que, exatamente você não entendeu?
Eu não tenho banda nenhuma. E o Daniel K canta sim. Ele até tem uma banda que toca Jorge Ben cujo nome agora me escapa. Além do carnavalesco Empolga às 9. Quanto ao Kelvin, não tenho idéia se ele estava lá - faz muito tempo que eu não piso no Cinematheque. Pergunta para o Daniel, ele pode dar mais esclarecimentos.
QUEM JÁ FOI ESTAGIÁRIA DO EUSÉBIO LEVANTA A MÃO!
Seeeensacional! Guardarei para sempre no meu coração o dia em que destruí Smiths ao lado de Zebinho.
Eusébio, eu e a Paty adoramos o show!! Ficamos gritando seu nome (com a autorização da Aninha, claro) mas do jeito que vc estava acho que nem ouviu, né? Torcemos pra vcs fazerem outro show logo…
Beijos,
Paula.
Quando tiver outro show, me avisem!!!
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