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Sexo, drogas e roquenrol

Acho que é de fato para concordar com a Baby Consuelo: Deus é mesmo uma coisa muito louca, gente. Quase no final da autobiografia do Eric Clapton, é só isso que dá para imaginar. Porque o maluco estar vivo até hoje é de se admirar.

A história começa com o Ericzinho, garoto introvertido, descobrindo que seus pais não são seus pais. Na verdade, são seus avós. Sua mão, ela sim, filha dos seus pais, teve um caso com um maluco aí, engravidou, deixou o moleque com papai e mamãe (dela, não dele), botou dez no viado e vazou. E nem foi o Manoel Carlos que escreveu.

Dali em diante, gente fina, a coisa foi que foi. Clapton encasquetou de tocar de guitarra e isso continuou a fazer o resto da vida. Tocou muito, bebeu muito, se drogou muito e, surpresa!, tá vivo pra contar a história.

Ele conseguiu se viciar em heroína, se tratar e ficar bom. Mas aí, virou cachaceiro de marca maior. Bebeu tanto, mas tanto, que o organismo desenvolveu uma epilepsia - se não rolasse aquele birinaite, o cara tinha convulsões.

No meio desse caminho, destruiu alguns casamentos (seus e de terceiros), carregou algumas mulheres pra buraco e comeu bastante gente também. Mas tratou o alcoolismo e ficou bom. Aí, seu filho de tenra idade caiu da janela do 53º andar e, claro, morreu.

No entanto, nessa hora terrível, ele segurou a onda. Quer dizer, tem gente que morre de dengue, mas o cara tomou drogas pesadas, bebeu um mar de álcool, comeu gente à vera pelo mundo e nem gonorréia pegou. Baby Consuelo, você tem razão. Rá! pra você.

O fim da história é feliz, tá? Caso alguém tenha ficado com medo de ler o livro. A tradução é uma porcaria, mas acompanhar essa trajetória toda contada por ele mesmo, com o que ele lembra (foram décadas fora de foco), é interessante. Perto dela, Johnny Estrela é que nem aquela namorada que toma duas taças de vinho e fica de pileque. Fraco.

Esse sim podia ser emo. Mas é fodão demais pra isso.

É com a marvada pinga que eu me atrapaio

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