
Rock é rock mesmo
Já compararam, mediram, fizeram o diabo. No fim das contas, chegaram à conclusão de que a Wikipedia é tão confiável quanto a Enciclopedia Britannica. Ou tão desconfiável quanto.
A diferença é que na Britannica não encontramos um verbete como este:
Digo isto depois de assistir, pela terceira vez em uma semana, ao acelerado Please Experience Wolfmother. É o primeiro DVD ao vivo do power trio australiano, num show em Sydney, em 2006, que não apela para nenhum cover e segura a galera em êxtase o tempo todo.
Enquanto Andrew Stockdale (voz, guitarra), Chris Ross (baixo, teclados) e Myles Heskett (bateria) não liberam o novo álbum do grupo, peguei uma cerveja e fiquei vendo os moleques, lotados de energia, mostrarem que estudaram direitinho.
O show, 12 músicas em pouco mais de uma hora de apresentação, tem praticamente o mesmo repertório do disco de estréia dos caras, com a diferença de tempo - eles adoram solos e climas. Nos anos 70, talvez passassem por apenas mais uma boa banda entre o Deep Purple e o Led Zeppelin, mas hoje, diante de Fall Out Boys e Chemical Romances, os moleques sobram. Jogam no time do Kings Of Leon, Raconteurs, Queens Of Stone Age. Vencem pela insistência, de tanto que repisam os riffs retos e sem frescura. Até explodirem tudo. E aí começam de novo. Dimension, Minds Eye, Love Train, Woman, Joker & The Thief… A bagaça vem servida com uma porção de farofa. Afinal, é hard rock. Mas desce bem.
Ano passado, eles chegaram a negociar uma vinda ao Rio. A apresentação seria no Circo. O negócio não andou, mas o picadeiro da Lapa comportaria de maneira excelente os decibéis dos garotos. Vai que este ano eles vêm?
A gente ia ouvir isso:
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