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Os brasileiros não desistem nunca

E formavam uma fila daquelas agora há pouco, no habitualmente tranqüilo posto de saúde aqui perto de casa, para levar picadas contra febre amarela. Isso apesar do aviso enorme, logo ao lado, que dizia algo como “Atenção: o Rio de Janeiro não é área de risco” da doença. E isso apesar também de mais gente ter adoecido por ter tomado a vacina sem precisão do que da picada do mosquito maléfico.

Eu, que levei a molecada ao posto para tomar as tríplice-virais e tetravalentes da vida, tive que entrar na fila atrás de um bando de marmanjos mal-informados e chorões, lamentando/ sonhando com a picadura que levariam em breve (pela afliceta da macambúzia logo atrás de mim, pena que no braço e não no fiofó). Quando enfim chegou a nossa vez, perguntei à (olááá) enfermeira que nos atendeu o que ela pensava da fila às vésperas do carnaval. A resposta foi à Leonel Brizola. “É tudo culpa da Globo.” Quem sabe?, apavorados com o carnaval do noticiário, os cariocas correram aos postos como se estivessem na selva amazônica ou no interior de Goiás. O carioca é um fanfarrão. E não é de hoje. Não é mesmo, doutor Oswaldo?

O galo andou o mês inteiro sem vontade de cantá
Nesta cidade todo mundo se acautela
Com a tal de febre amarela que não cansa de matá
E a dona Chica que anda atrás de mal conselho
Pinta o corpo de vermelho
Pro amarelo não pegá

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