Mas onde esse mundo vai parar, minha gente? O que se passa? Por que todos andam tão irritadiços? É véspera de carnaval, tempo de folia, de confraternizar. É aquela época do ano em que ninguém é de ninguém, em que se passa a mão na bunda do próximo sem grandes dramas de consciência. Época do ano em que se sai pra comprar jornal no sábado e volta na quarta. Ah, é carnaval!
Mesmo assim, alguns andam de cara amarrada. Carregam no coração mágoa. Coisa de quem não consegue suportar a alegria alheia. Pois vejam vocês, companheiros de infortúnio que ora visitam esta repartição. Algumas daquelas que deveriam dar exemplo, que são altos expoentes da bela e empolgante festa da carne, estão em cizânia.
Pois então, já nem sei o que esperar dos dias vindouros. Tudo está de pernas pro ar. Acontece que não se suportam. As rainhas de bateria. “Todas as rainhas de bateria se odeiam”, esplana a rainha de bateria da Acadêmicos da Rocinha, a famosíssima Fábia Borges.
E agora? O que esperar dos rumos do mundo? Imaginem elas se engalfinhando durante o desfile? Plumas a voar, tapa-sexo caindo no chão, peitos rasgados pelas unhas postiças da rival. Ofensas várias. “Piranha! Bunda caída!” A réplica “E essa estria aí? Aquela saia com que você chegou é da Renner, que eu sei! Pobre! Nem pra arrumar homem pra te sustenar você serve!!” No meio de tudo, no olho do quiprocó, o Milton Cunha, um carvalesco de alma branca, tentando apartar.

Ó, essa não é a Fábia; essa é a Ju, tá, gentem?
É só mais um golpe neste 2008 que começou sob o signo do imprevisível. Lá na Bahia, entre uma escovada e outra na escadaria do Bonfim, os homens que zelam pela moralidade pública não deixaram barato. Já que tinham resolvidom todos os problemas do Parque Temático Salvador, tomaram umas e outras depois do expediente e o resultado foi pior que queimar índio na calçada. Profanaram o que de mais majestoso o carnaval tem: o Rei. Com medo de enfrentar alguém do seu tamanho, investiram em cima do exuto Rei Momo baiano, que de tanto subir e descer as ladeiras do Pelourinho ficou magrinho, magrinho. Não querem deixar o magricela reinar!
Queria ver se fosse o Edson Santana. Ô, gente covarde!

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DIVINAS
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