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Que o Zeppelin pouse em outro lugar

Tô nem aí pro Led Zeppelin. Não me interessa se eles saem ou não em turnê e se ela passa pelo Brasil. Se passar, é pouco provável que eu vá. Porque não consigo me empolgar em ver uma banda reunida já numa idade mais avançada. E olha que eu gosto de Led Zeppelin. Muito. Acho fodona. Houses of the holy é um dos meus discos prediletos, lembro de ter comprado o vinil na adolescência. Mas vê-los hoje não me anima.

Sei que há quem torça por isso. Gente boa como o Jamari, que deve até ter acendido vela. Até entendo, mas não rola. Deixei de ver o Police por causa disso (e, claro, dos extorsivos 190 merréis cobrados no ingresso - nego tá perdendo a linha). Não me arrependi. Longe disso, tive a sensação de ter tomado a decisão certa. Fiquei até orgulhoso de minhas ponderações.

O que eles foram, não vão ser outra vez. Nunca serão. Acabou, é passado. E roquenrol tem que ter uma boa dose de juventude. É possível cair no rock mesmo velho, mas há uma urgência na juventude que é irreproduzível (se é que o vocábulo existe). Uma centelha que faz a diferença, que essas grandes bandas todas tiveram no seu devido tempo.

Ver o Led Zeppelin hoje no palco é assitir a uma caricatura. Uma banda cover. O Analfa no Existe Um Lugar, no Alto da Boa Vista. O Jimmy Page pode continuar tocando pra caralho, mas não vai ser o furacão que era. O Robert Plant pode ter ainda um vozeirão, mas aquela presença babou. E aí, pouca diferença faz ouvir o disco ou assistir ao The song remains the same. Com a diferença que é mais confortável e barato beber em casa.

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It’s been a long time since I rock and rolled

Boas bandas não deviam voltar. Deixa isso para trás, deixa quieto. Deixa a lenda crescer, deixa a história aumentar os fatos. E é bom ver o novo. É bom ver as bandas do seu tempo em ação. Até para poder, no futuro, lembrar (caso também elas incorram no erro de voltar) de tê-las visto enquanto ainda tinham o que dizer. Como o Franz Ferdinand no Circo Voador. O Nirvana no Hollywood Rock. O Beastie Boys no Imperator. Enquanto o vigor criativo ainda existe. Por isso eu torço muito mais por um show do Queens of the Stone Age.

Concordo que o show do Neil Young no Rock in Rio derruba todos esses argumentos. Mas ainda acredito que aquela foi a exceção. Mas foi uma exceção muito fuderosa, isso é verdade.

 

One Comment

  1. Police nunca me fez a cabeça, nem mais baratinho eu ia, mas o Led eu iria sim. Mas são opiniões e devem ser respeitadas. Vi o Queens of the stone age e não veria de novo, mas até pagaria um dinheirinho por uma volta do Kyuss… vai entender.

    Terça-feira, Janeiro 8, 2008 at 6:07 pm | Permalink

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