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Raios Triplos! crítica poética: Strokes

Aqui na firma todo mundo só pensa mesmo é em se dar bem. Porque a vida tá pela hora da morte no Rio de Janeiro. E você percebe que as coisas saíram de controle quando vê no jornal anúncio de um apartamento em São Cristóvão à venda por R$ 1 milhão (e nem tinha vista pra Quinta). A Marquesa de Santos que me perdoe, mas São Cristóvão inteiro não deve valer um milhão de real. É por isso que, no intuito de reforçar o orçamento e aumentar as chances de sermos contemplados com a aprovação de um projeto milionário na Lei Rouanet, aprofundamos nossa nova seção de crítica. Se a Maria Bethânia vai poder captar R$ 1,356 milhão só para ler poesia pura, vamos entrar numa grana firme com nosso novo projeto: crítica de música em versos. E para começar, um disco que tem dado muito o que falar (ouvir, não, vai por mim): Angles, do Os The Strokes, lá de Nova York. E se você, velho bastião da MPB, quiser cair dentro com a gente nessa, é só chegar. Vamo bombar!!!

CRÍTICA POÉTICA: The STROKES “ANGLES”

Fui ouvir o disco dos Strokes

Para fazer a minha parte

Porque meu negócio é rock

Não sou crítico de arte

O disco se chama Angles

Como comprova o encarte

As músicas são mais ou menos

O disco, terrível desastre

Uma se chama Machu Picchu

Outra, Life is simple in the moonlight

Mas nenhuma chega nem perto

Dos velhos dias de Last Nite

Sei que mulheres são de Vênus

E os homens são de Marte

Mas em Nova York estão dizendo

Que esse disco é uma merda

Merda em inglês é shit

E Strokes é derrame, não enfarte

Deve ter sido por isso

Que quase que tive um ataque

(Auditivo)

Quando ouvi Gratisfaction

Games e You’re so right

Lembrei que merda é shit

E, desconsolado, me questionei:

Oh meu Deus, Is this it?

Raios Triplos! critica: The Strokes

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