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Reunião do Guns N’ Roses: cadê o Izzy?

guns

Eu tenho problemas com matemática. Sempre tive. Foram em matemática minhas notas 0 na escola – eu tirei notas 0 na escola, admito. Talvez seja por isso que não tenha conseguido uma profissão decente. Mas isso não vem ao caso no momento. Sim, tenho problemas com a matemática e posso estar errado. Mas fui ler sobre o retorno do glorioso Guns N’ Roses, conjunto de rock pesado que embalou minha adolescência suburbana e empaquei na conta.

Li por aí que os roqueiros do Guns vão ser a atração principal do festival Coachella por um punhado de dólares pra cacete. Frisson na internet! O festival anuncia a volta do Guns com os membros originais: Axl Rose, Slash e Duff McKagan. Noves fora o baterista, que em geral é um zero à esquerda, não falta gente nessa parada? Salvo um lapso de memória – depois das notas 0 na escola, comecei a beber -, eram 5 nessa banda, não? E o Izzy Stradlin?

Pois bem me lembro de nos meus verdes anos reparar, enquanto Slash tirava um solo da cartola, em como Izzy caminhava blasé pelo palco – meio Keith Richards, meio Dado Villa-Lobos -, segurando a onda da base enquanto o Axl gritava fino e rebolava mal. Mas no anúncio da formação original deu ruim.

Longe de mim atrapalhar a reunião de alguém. De repente o Izzy tá com o Rodolfo na Igreja Bola de Neve e não quer mais saber de welcome to the jungle – o máximo de Paradise que ele almeja é o da iluminação. Mas e se o cara estiver na pindaíba?

E se ele for uma versão norte-americana do Rafael Ilha perambulando pela Sunset Boulevard engolindo bateria de Samsung Galaxy? E se o capitalismo, na sua ânsia por mais dinheiro proxenetando o rock, condenar a uma morte dolorosa e vexatória o pobre Izzy? Que seria lembrado post-mortem como um bom sujeito, aquele cara que saiu do Guns n’ Roses antes do fim da festa e não foi convidado pro enterro dos ossos no churrasco do dia seguinte. Uma pena. Uma tristeza.

Izzy

Descanse em paz, Izzy.

Raios Triplos! crítica poética: Strokes

Aqui na firma todo mundo só pensa mesmo é em se dar bem. Porque a vida tá pela hora da morte no Rio de Janeiro. E você percebe que as coisas saíram de controle quando vê no jornal anúncio de um apartamento em São Cristóvão à venda por R$ 1 milhão (e nem tinha vista pra Quinta). A Marquesa de Santos que me perdoe, mas São Cristóvão inteiro não deve valer um milhão de real. É por isso que, no intuito de reforçar o orçamento e aumentar as chances de sermos contemplados com a aprovação de um projeto milionário na Lei Rouanet, aprofundamos nossa nova seção de crítica. Se a Maria Bethânia vai poder captar R$ 1,356 milhão só para ler poesia pura, vamos entrar numa grana firme com nosso novo projeto: crítica de música em versos. E para começar, um disco que tem dado muito o que falar (ouvir, não, vai por mim): Angles, do Os The Strokes, lá de Nova York. E se você, velho bastião da MPB, quiser cair dentro com a gente nessa, é só chegar. Vamo bombar!!!

CRÍTICA POÉTICA: The STROKES “ANGLES”

Fui ouvir o disco dos Strokes

Para fazer a minha parte

Porque meu negócio é rock

Não sou crítico de arte

O disco se chama Angles

Como comprova o encarte

As músicas são mais ou menos

O disco, terrível desastre

Uma se chama Machu Picchu

Outra, Life is simple in the moonlight

Mas nenhuma chega nem perto

Dos velhos dias de Last Nite

Sei que mulheres são de Vênus

E os homens são de Marte

Mas em Nova York estão dizendo

Que esse disco é uma merda

Merda em inglês é shit

E Strokes é derrame, não enfarte

Deve ter sido por isso

Que quase que tive um ataque

(Auditivo)

Quando ouvi Gratisfaction

Games e You’re so right

Lembrei que merda é shit

E, desconsolado, me questionei:

Oh meu Deus, Is this it?

Raios Triplos! critica: The Strokes

Amiga dona de casa, nós, do Raios Triplos!, voltamos dispostos a investir em novas possibilidades e uma delas passa pela crítica. Nosso projeto, avisamos, é fortalecer a marca Raios Triplos! para depois apresentar um projeto na Lei Rouanet e assim captar, junto à iniciativa privada, o suficiente para cada um de nós, editores de Raios Triplos!, realizarmos o sonho da casa própria.

Então, como eu dizia, achamos que a crítica é o caminho. Sabemos que o país está cheio de críticos, mas não tem problema. No fim deste ano está previsto o primeiro prêmio Raios Triplos! de melhores do ano. Todo mundo faz isso. Ouvi dizer que existe algo semelhante lá em São Paulo. Confesso que fico intrigado toda vez que ouço falar da Associação Paulista de Críticos de Arte. Nunca me passou pela cabeça que críticos de arte se associassem para qualquer atividade. E esse prêmio? Eu achava, juro, que já existia essa premiação há muitos anos. Lembro com saudoso afeto todas as edições do Troféu Imprensa a que assisti apresentadas pelo Silvio Santos. Não eram eles os críticos paulistas de arte? Leão Lobo, Décio Pitinini, Nelson Rubens? Não? Quem são, então? Mistério.

Desculpem, às vezes me perco nos meus pensamentos. Mamãe diz que fui diagnosticado com DDA. Acontece. Sei que vim aqui para mostrar que nós, de Raios Triplos! também podemos ser críticos de arte. Afirmo e reitero. Para tanto, criticaremos o novo álbum do conjunto musical norte-americano os The Strokes.

Os The Strokes chamaram atenção do mundo no começo deste século. Dizia-se deles que eram a salvação o rock. De minha parte, digo logo que implico com quem quer que queira salvar alguma coisa, especialmente bandas que querem salvar o mundo. Que dirá o rock! Mas como crítico de arte, dei a eles o benefício da dúvida e gostei do que ouvi. Gostei também dos dois discos seguintes.

Agora eles estão de volta. O LP se chama Angles. Li em recentes entrevistas que desta vez eles mudaram o modus operandi. Antigamente, o cantor Julian Casablancas chegava com as músicas já na mão e o resto da rapaziada completava os arranjos. Agora eles preferiram dar mais espaço aos outros membros e Casablancas só entrou mais pro final, colocando letra e melodia. Isto posto, aqui está a crítica propriamente dita: no quinto disco, é melhor parar de viadagem. Se nos três primeiros o cara já chegava com tudo na mão e os outros só floreavam, há de existir uma razão. E ela é: ele é melhor que os outros. Se vocês querem dar vazão às suas veias artísticas, façam isso em outro canto. Porque este disco é bem chato.

É isto, minha gente. Podemos dizer que, salvo 2011 seja um desastre completo – e com a escalação do Rock in Rio as chances são grandes -, os The Strokes estão fora do páreo pelo prêmio Raios Triplos! de melhor banda de 2011.

Cotação: dois disquinhos da Pitty para vender no sebo.

Raios Triplos! está de volta. De novo

Amiga dona de casa, estamos de volta. Ninguém sabe por quanto tempo ainda, já que nossa redação, por motivo de contenção de despesas, mudou no fim do ano passado para Trípoli. Achamos que seria agradável viver perto do Mediterrâneo e realmente. Além do fato de o goró ser proibido por aqui, o que fazia com os profissionais da casa se concentrassem no trabalho.

As estagiárias da repartição aproveitam o fim da hora do almoço na varanda

O problema é que as pessoas aqui não se entendem muito bem e vivem brigando entre si. Quem tá dentro não sai, quem tá fora não entra. Estamos meio fartos. Mas se tudo correr bem, em breve conseguiremos atravessar de balsa até a Sicília, na Itália. Lá, tudo será melhor. Poderemos voltar a beber e reza a lenda que é possível até fornicar com menores de idade sem que isso dê cadeia.

Bom, fato é que assim como a inflação, Raos Triplos! está de volta à vida do brasileiro. Desgraça nunca vem sozinha, né mesmo, menina?

Dança das estrelas

E já que viemos trabalhar hoje, um momento Fred Astaire.

Um passo novo pra geral rabiscar o salão na próxima festinha de família.

httpv://www.youtube.com/watch?v=XVqJnnrr-3g

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