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A volta do caos aéreo

O Brasil é mesmo uma brincadeira de mau gosto.

Olha aí o que aconteceu: caos aéreo novamente.

Tem um monte de gente indignada nas Laranjeiras.

A viagem do Fluminense para o Japão parou em Washington!

Dedique uma canção a um amigo

De Cevallos para Renato Gaúcho.

Acontece que agora são cinco mil quilômetros e treze pontos de distância.

Se beber, não invente leis imbecis

Josimar Melo, crítico gastronômico da Folha de S.Paulo, disse hoje em seu blog tudo o que precisa ser dito sobre a Lei Seca ora em vigor nesta terra de meu Deus.

Lei seca é elitista, reacionária e semeia a corrupção

“Mais uma estupidez assola o Brasil, esta lei seca disfarçada em medida moralizadora. A moral dos reacionários e dos xiitas, que só vai levar mais água (sem álcool) para o moinho da pequena corrupção do dia-a-dia.

“Qual o espírito da lei? O de punir os bêbados no volante, gente irresponsável e criminosa que merece mesmo o fogo (não o da bebedeira, mas o do inferno)? Não, esse não é o espírito dessa nova lei, pois esse espírito já existia na antiga lei: o Brasil já tinha leis que coibiam bêbados no volante – puniam motoristas que tivessem mais do que 6 dg de álcool por litro de sangue. Para se ter uma idéia, isso já era mais rigoroso do que os limites em vigor em países como Canadá e Estados Unidos (que permitem até 8 dg por litro).

“Qual era a diferença entre, por exemplo, o Brasil e os Estados Unidos? A diferença era que lá a quantidade de álcool permitida era maior (e não suficiente para embebedar ninguém), mas a fiscalização era, e é, séria. Mesmo podendo ter 8 dg de álcool por litro de sangue, os norte-americanos são muito cuidadosos com suas taças de vinho se vão dirigir, pois sabem que podem ir para a cadeia mesmo.

“O que fizeram os moralistas do Brasil? Nossa taxa permitida já era menor do que a americana; o que faltava era simplesmente aplicar a lei — fiscalizar e punir. Ah, as punições eram mais brandas; concordo plenamente em que fossem aumentadas, como agora. Mas não: no lugar de fiscalizar e punir, o governo (com uma base parlamentar para isso) preferiu tornar o país mais xiita e corrupto, colocando um limite de álcool que equivale, na prática, a proibir qualquer consumo de bebida alcoólica para quem vai dirigir.

Quais as consequências disso?” 

Leia a versão integral do texto aqui.

Como ler o noticiário de celebridades

Leave Britney alone! 

Entrelinhas que saltaram aos olhos no relato de um aparente ego descontrol de uma estrela global:

Descanso, que nada. Alessandra Negrini aproveitou o sábado, 28, para reabastecer a despensa de casa.  - é uma desequilibrada, excêntrica, que faz as próprias compras ao invés de mandar a empregada.

A atriz foi flagrada num supermercado do Leblon pagando compras que incluíam de pães a papel higiênico.

- exclusivo: a estrela de Paraíso Tropical provavelmente também faz cocô!

Ao perceber que estava sendo clicada, a atriz fez cara de poucos amigos e saiu do estabelecimento para buscar seu carro.

- eu, hein! Será que custa tanto dar um sorrisinho pra câmera? Além de desequilibrada e excêntrica, a moça ainda é nervosinha! Síndrome de Taís? Sei de muita gente que daria tudo pra estar no lugar dela…

We will survive

Se tem uma coisa admirável é a persistência com que os Paralamas (ex-do Sucesso) e os Titãs (ex-do Iê Iê) se mantêm em cena. Diferentes tragédias e o natural desgaste do tempo não impediram que as duas bandas continuassem a fazer shows e lançar discos, ano após ano. Hoje, bem distantes da rivalidade daqueles tempos em que ditavam para onde iria o rock brasileiro (lembrem de 1986, quando eles lançaram, respectivamente, Selvagem e Cabeça Dinossauro), essas bestas feras da música brasileira resolveram unir rugidos em um só projeto: o CD/DVD Paralamas e Titãs Juntos e Ao Vivo. E é aí que o bicho pega.

Dessa vez, não há mensagem. Quer dizer, nenhuma mensagem além do “vamos sobrevivendo”. Conceitualmente, a capa não diz nada. E o conteúdo é apenas isso: juntos e ao vivo (e vivos). Os cinco remanescentes dos Titãs, os três Paralamas, uns cantando músicas dos outros e recebendo convidados nada surpreendentes: o ex-titã Arnaldo Antunes, o sobrevivente do Sepultura Andreas Kisser e o discípulo Samuel Rosa, do Skank, aproveitando a oportunidade de louvar os seus heróis. E é isso. Tem número com todos sentados no banquinho, mas não chega a ser o acústico do Roupa Nova. Tampouco chega a ser um show dos Fevers. Ou dos Originals. Mas também não fica tão longe.

Ouviremos com bastante gosto o novo de inéditas dos Paralamas. Ou qualquer outra coisa nova dos Titãs, por mais decepcionantes que tenham sido seus últimos discos. Eles vão sobreviver. Enquanto isso, não custa muito dar uma conferida no que o náufrago do Rock Brasil 80 Léo Jaime tem a dizer em Interlúdio, o tal do seu primeiro disco com músicas novas em 18 anos. A faixa-título, de Léo e Alvin L., faz lembrar porque a gente gostava tanto daquele cara do “Rock Estrela”.

Novo Caetano, responda-me. Ou não

Cada geração tem o mala que merece, né, minha gente? Meu pai viu o Gérson ser campeão do mundo; eu vi o Dunga. Minha mãe se emocionou com A Noviça Rebelde no cinema; minha irmã chorou com Titanic. É um caminho sem volta: a mediocridade grassa, como prova inconteste de que o Homem é uma experiência fadada ao fracasso.

O amigo manguaça certamente tem uma série de exemplos para concordar, mas, em resumo, é isso: cada geração tem o mala que merece. E o mala que se preza baseia boa parte da sua maletice nas convicções firmes e opiniões embasadas sobre o que quer que seja. Há quem reclame que há anos se sofre por isso com o Caetano Veloso, mas - assim como o Vista é pior que o XP - chegamos à conclusão de que a evolução não foi lá nenhuma Brastemp. Tipo de caso que os publicitários poderiam muito bem descrever como um plus a menos, sacou?

“O analfabetismo no Brasil está diminuindo. Mentira. Conseguir unir as sílabas e pronunciar uma palavra escrita não significa que o indivíduo esteja alfabetizado”, é o que me informa Tico Santa Cruz, vocalista dos borbulhantes Detonautas, em artigo publicado por O Dia. Tico é pau pra toda obra. Já debateu com diretor de cinema e tudo. Tico é o que no meu tempo se chamava de porta-voz de uma geração - a minha, ao que parece.

Tico é um cara politizado. Já levou a polícia pra fechar um posto de gasolina quando encontrou discos piratas dos Detonautas à venda lá. Um homem de bem, por assim dizer. Que tem muito a me informar sobre o analfabetismo do Brasil. “O analfabeto funcional é o que sabe ler palavras, mas não consegue interpretar o texto. Não desenvolveu a capacidade e o senso crítico. Engole tudo como verdade absoluta sem questionar. Não lê nas entrelinhas. Como gado, precisa de um pastor lhe dizendo o que deve e o que não deve fazer. Como papagaio, repete tudo o que escuta sem se aprofundar no assunto”, ele prossegue. Acho que estou tão emocionado quanto o José Padilha ficou quando Tico deu uns toques responsa para ele.

Uma geração não deve prescindir de quem possa lhe dizer o que fazer. Principalmente de alguém que se proponha a fazê-lo. Um exemplo de abnegação. Nesse mundo de trevas, qualquer luz que se anuncie pode ser uma boa indicação de caminho para sair do desterro. É uma bênção. Uma dádiva. Não desperdiçemos. Assim, resolvi que vou listar umas coisas que me perturbam pra ver se o Tico esclarece.

Por que o Gilberto Silva ainda é titular?

Arroz parboilizado é mesmo melhor?

Afinal, o ovo é ou não terrível para o colesterol?

No século 21, pega mal tentar convencer a gatinha a dar no primeiro encontro?

Num casamento que se realiza de manhã, posso abrir mão da gravata e usar só paletó?

Jacaré no seco anda?

Talvez descobrir qual o melhor programa peer2peer fique sem resposta, mas só de descobrir tudo sobre as outras já me deixaria satisfeito.

Tudo o que cabe num ponto

Clique para ampliar.

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Será que o Comandante vai?

Uma pérola do mau agouro, diretamente do jotinha.

Mais um selo se rompe

É o seguinte. O Paul McCartney, quando os The Beatles foram pro saco, montou o Wings. O Jimy Page, com o ocaso do Yardbirds, veio com o Led Zeppelin. O Dave Mustaine foi expulso do Metallica e criou o Megadeth. A Rita Lee saiu dos Mutantes e voltou com o Tutti Fruti.

Assim sendo, temos certeza de que o mundo escangalhar-se-á muito em breve depois que Júnior Lima vem a público com cabelo moicano e barba por fazer confirmar que sua nova empreitada é uma banda com Peu, ex-Pitty, e Champignon, ex-Charlie Brown Jr.

Eu tinha achado que o disco da Ana Carolina com Seu Jorge era um dos selos do apocalipse, mas me enganei.

Mesmo que seja bizarro, bizarr, bizarrô

Tirem as crianças da sala!

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E vai rolar a festa lá no meu apê, Ilarilarilariéla!éla!éla!ê!ê!ê!…

Parece que Xuxa e Ivete Sangalo vão gravar um disco infantil juntas! Por via das dúvidas, NUNCA, jamais, em hipótese alguma, toque o disco ao contrário. Satã é coisa do (d)emo!